Em conferência da direita nos EUA, Eduardo Bolsonaro defende direito à posse de arma na Constituição

Em conferência da direita nos EUA, Eduardo Bolsonaro defende direito à posse de arma na Constituição
1 de março de 2020 comprararmas

WASHINGTON – Milhares de conservadores pró-Trump, muitos deles usando bonés vermelhos com os dizeres “Faça os Estados Unidos grandes de novo”, assistiram neste sábado ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) dizer que “adoraria ter uma segunda emenda” no Brasil. A segunda emenda à Constituição americana protege o direito à posse de armas nos Estados Unidos e é uma das principais bandeiras do movimento conservador do país.

—  No Brasil, nós tínhamos uma forte legislação de controle de armas desde 2003. Depois disso, vimos o número de assassinatos crescer. Mas, depois do primeiro ano de Jair Bolsonaro, agora os brasileiros podem comprar armas. No ano passado, vimos o número de assassinatos cair 20% —  disse Eduardo, embora a tendência de queda venha de 2018, quando o novo governo ainda não havia assumido.

A declaração foi feita durante a reunião anual da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC, na sigla em inglês), pró-Donald Trump e patrocinada pela NRA, a Associação Nacional do Rifle americana. Eduardo falou ao lado de outros líderes de direita de Japão, Coreia do Sul e Austrália.

O Brasil tem o maior número absoluto de mortes por armas de fogo no mundo, mas os Estados Unidos ocupam o segundo lugar. Em 2017, último ano em que os dados foram compilados nos dois países, o número de mortos por armas de fogo no Brasil foi de 47 mil.  Nos Estados Unidos, o número foi de mais de 39 mil, 60% delas por suicídio.

O governo Bolsonaro editou diversos decretos flexibilizando a compra e a posse de armas em seu primeiro ano de governo, armas-saiba-que-esta-em-vigor-com-os-novos-decretos-editados-por-bolsonaro-23765087″>mas enfrentou questionamentos jurídicos e foi obrigado a voltar atrás em parte das medidas.

— Nunca deixe eles dizerem: é só um registro. Eles irão passo a passo, bem devagar — disse Eduardo Bolsonaro.

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O registro a que o deputado se referia é a proposta para que as armas compradas nos Estados Unidos sejam registradas na polícia. Alguns estados americanos exigem o registro e outros não. A Flórida, por exemplo, chega a proibir o registro de armas. No entanto, uma pesquisa da Gallup de 2017 apontava que 70% dos americanos são a favor de um registro como meio de tentar conter a violência com uso de armas de fogo no país

Eduardo disse que defende leis amplas para a posse de armas por princípio, mas também por questões “pessoais”, após a facada que seu pai Jair Bolsonaro recebeu durante a campanha eleitoral de 2018. O deputado falou também sobre “liberdade na internet”. A família Bolsonaro é ativa nas redes sociais, propagando mensagens em sua defesa e também ataques a rivais políticos.

— Imagine que, no Brasil, não temos nem uma Fox News, é muito difícil. Temos que manter a internet livre e construir um movimento.

Esta foi a segunda participação do deputado no CPAC, que costuma discutir políticas de armas, aborto, religião e outros temas da agenda conservadora. Trump discursou na conferência neste sábado.

Eduardo Bolsonaro já havia discursado em um jantar da CPAC na sexta-feira. Ele iria falar duas vezes na manhã do sábado, mas sua primeira fala foi adiantada para a noite anterior.  Segundo Gerald Brant, executivo do mercado financeiro próximo a Steve Bannon, ex-estrategista político de Donald Trump, a mudança foi para colocar Eduardo no “horário nobre” do evento.

— Isso daí vai dar uma projeção muito grande para o Eduardo como uma liderança num evento conservador mundial — disse Brant.

Na noite da sexta-feira, o deputado esteve rapidamente em um coquetel na embaixada do Brasil em Washington, organizado pelo atual embaixador nos Estados Unidos, Nestor Forster. Segundo um convidado que esteve o presente, a situação “poderia ter sido incômoda, mas não foi”, em referência ao fato de que o filho do presidente foi indicado para ocupar o cargo, mas acabou tendo de desistir após sinalizações de que o Senado não aprovaria sua indicação.  

Da vez anterior que veio a Washington, quando se encontrou com Trump na Casa Branca, Eduardo Bolsonaro chegou a ficar hospedado na residência oficial do embaixador.

O deputado chegou ao hotel onde acontece o CPAC por volta das 10h deste sábado, acompanhado da mulher, Heloísa Bolsonaro. Também estavam no evento o blogueiro bolsonarista Allan dos Santos e o influenciador digital Paulo Roberto de Almeida Prado Júnior.

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Segundo o site O Antagonista, apesar de ter dito que defendia o governo de graça no Twitter, Paulo é na verdade secretário parlamentar do deputado. Neste sábado, no CPAC, ele acompanhava Eduardo usando um boné vermelho da campanha de Trump para 2020 com os dizeres “Keep America Great” (Mantenha os Estados Unidos grandes) e um bottom “Trump 2020”.

Estiveram na CPAC nesta semana e também na recepção na embaixada do Brasil na sexta o deputado estadual por São Paulo Gil Diniz, o “carteiro reaça”, e o deputado estadual por Minas Gerais Bruno Engler.

Eduardo Bolsonaro participou também de um jantar na quarta-feira ao lado do líder do Partido do Brexit, Nigel Farage, e de Steve Bannon. Durante o jantar, que contou com a presença do embaixador Nestor Forster, a apresentadora da Fox News Laura Ingraham, ídola da direita, discursou para as cerca de 50 pessoas presentes. Entre elas, ativistas conservadores da Suécia e Espanha.

Bannon e Eduardo são conhecidos e articulam juntos O Movimento, que busca reunir lideranças da direita nacionalista. Eles se encontraram pela primeira vez em Nova York em 2018. Desde então, os encontros têm acontecido quando Eduardo está nos Estados Unidos.

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e o assessor internacional da Presidência, Filipe Martins, também já se encontraram com o estrategista, que participou de um jantar com o presidente em março do ano passado, durante a primeira visita de Bolsonaro a Washington.

Foi nesse jantar que Eduardo Bolsonaro conheceu o organizador da CPAC nos Estados Unidos, Matt Schlapp. A partir do encontro, os dois combinaram de organizar uma versão do CPAC no Brasil. O evento aconteceu em outubro do ano passado.

Eduardo anunciou durante sua fala de hoje na CPAC que haverá uma segunda edição do evento brasileiro no final do ano, “depois da reeleição do presidente Trump”.

— Todo mundo que é contra controle de armas e pró-vida está convidado. Nós temos cachoeiras. Vocês são mais do que convidados.




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