Puxadas por desmatamento, multas da Ambiental ultrapassam R$ 17 mi

Puxadas por desmatamento, multas da Ambiental ultrapassam R$ 17 mi
26 de janeiro de 2020 comprararmas

Malavolta Jr.


Capitão Leo Artur Marestoni, comandante da 2.ª Companhia de Polícia Militar Ambiental, comenta os dados apresentados

Dados da Polícia Ambiental de Bauru mostram que o desmatamento ainda caminha com passos largos em pleno século 21. Somente no ano passado, ele foi responsável pela aplicação de R$ 16,2 milhões em multas em Bauru e região. Para se ter ideia, o montante representa 94% do total geral de autuações aplicadas pelo órgão, que somam R$ 17,6 milhões. São derrubadas de árvores e queimadas de áreas de vegetação nativa que foram flagradas pelas equipes por meio de denúncias ou por comparação de imagens via satélite.

Em apenas uma das ocorrências, um arrendatário de terras que produziam cana-de-açúcar foi multado em aproximadamente R$ 1 milhão, após queimadas. O processo em questão ainda não transitou em julgado, assim como outros vários.

Em caso de ganho de causa por parte da Ambiental, o dinheiro segue para a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado e parte dele retorna, de forma indireta, em investimentos, como a compra de viaturas, equipamentos e fardamentos. Neste ano, a corporação receberá sete novos veículos. Dois já chegaram.

“São ocorrências em que, às vezes, o fogo é provocado por uma bituca de cigarro na estrada, ou por ex-funcionários que fazem para se vingar, ou causados como forma de ‘limpar’ a terra para uma nova cultura”, explica o capitão Leo Artur Marestoni, comandante da 2.ª Companhia de Polícia Militar Ambiental.

A operação “Corta Fogo” da Polícia Ambiental, que ocorre justamente para combater as queimadas, ocorre sempre a partir da segunda quinzena de julho.

PÁSSAROS

A segunda ocorrência que mais gerou autuações é relacionada à fauna. E a apreensão de pássaros em silvestres em cativeiro representa 99% dessa tipificação, que totaliza R$ 1,3 milhão em multas.

O capitão Leo Artur ressalta a chegada, no ano passado, de instrumentos digitais, como o paquímetro e o microscópio, que permitem aos policiais identificar fraudes antes imperceptíveis a olho nu nas anilhas dos pássaros. Esses novos equipamentos, segundo ele, ajudaram a derrubar este tipo de ocorrência na cidade, que ocorria mais na primavera. 

Em 2019, 1,1 mil pássaros foram apreendidos, contra 2,5 mil em 2018. “Os torneios de ilegais praticamente desapareceram de Bauru. Mas, embora haja essa redução, ainda flagramos número expressivo de pássaros em cativeiro. São quase 100 por mês”, cita o comandante.

Espécies como coleirinho, canário-da-terra e trinca-ferro são as mais apreendidas.

PESCA

A terceira prática que mais gerou autuações em Bauru e em outras 38 cidades que compõem o raio de atuação da Polícia Ambiental sediada na cidade é relacionada à pesca ilegal.

São casos de produtos sem comprovação de origem, assim como a pesca na época da Piracema, de reprodução dos peixes, que é proibida. “No Carnaval, as fiscalizações são intensificadas, porque os ranchos ficam mais frequentados. E há restrição da pesca de espécies nativas da bacia. Lambari, mandi e dourado, por exemplo, não podem”, alerta o capitão, contando que as equipes fazem fiscalizações e orientações diárias no Rio Tietê, nesta época.

SERVIÇO

Para denúncias ou mais informações, ligue para a Polícia Ambiental de Bauru pelo telefone (14) 3103-0150.

 

Armas de fogo

Polícia Ambiental/Divulgação


Espingardas apreendidas em uma casa na região central de Sabino em setembro de 2019

A Polícia Ambiental também apreendeu, em 2019, 61 armas de fogo na zona rural, um dos maiores números no Estado, segundo o comandante. “A 2.ª Companhia é a que mais apreende armas funcionais. São quase 9 mil apreensões no Estado todo em mais de 100 batalhões. Se considerarmos isto e a área de abrangência, o número é grande”, explica Leo Artur Marestoni, considerando que o fato tem ajudado na redução de crimes como roubos na cidade.

‘Ligar para reclamar de latidos é desserviço’

Um dos problemas que atrapalham a Polícia Ambiental de Bauru tem sido a grande quantidade de denúncias infundadas envolvendo cães.

“Ao invés de conversar com seu vizinho, porque o cão dele está latindo demais ou magro demais, a pessoa nos liga e denuncia maus-tratos. Isso acontece, pelo menos, duas vezes na semana. É um desserviço, porque são denuncias infundadas, na maioria das vezes, e que faz com que as equipes sejam tiradas de fiscalizações importantes”, conclui o capitão Leo Artur Marestoni.




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